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Veículo vibrando? Ok, mas como?

É muito comum recebermos em nossa loja clientes interessados em balancear o veículo e, com o tempo, entendemos que antes de simplesmente executar os serviços devemos perguntar o que se passa com o carro, por qual motivo o cliente o trouxe para balancear.

Talvez você pense:

– Ah, mas essa é fácil, ele levou o carro para balancear porque ele está vibrando!

Pode até ser, mas existem vários tipos de vibração e, em muitos dos casos, não se resolvem com o balanceamento.

Veículos podem vibrar parados, em baixa velocidade, em aceleração mais acentuada, em alta velocidade, em frenagem brusca ou leve, ou até mesmo somar dois ou três tipos de vibração, a depender da gravidade do problema.

Agora que você já sabe os tipos de vibração, vamos elencar cada um deles e, para cada sintoma, vamos descrever os possíveis diagnósticos e também possíveis soluções. É importante ressaltar que, de qualquer maneira, um profissional deve avaliar para se certificar do diagnóstico, para você não sair trocando peça à toa.

1º – Veículo parado:

  • Calço ou suporte inferior da caixa ou do motor em condições inadequadas;
    Como resolver? Identificar e substituir peça defeituosa;
  • Falha de funcionamento, ou seja, disfunção no sistema da injeção ou eletrônico;
    Como resolver? Primeiramente afunilar o diagnóstico, buscando descobrir onde está ou onde estão as principais falhas. Para isso, normalmente usamos aparelho de diagnóstico eletrônico, que faz a leitura dos códigos de falha registrados nos módulos do veículo, sendo assim mais assertivos na resolução do problema.

    Problemas de funcionamento podem estar ligados a velas, cabos, bobinas, bomba de combustível, baixa compressão nos cilindros, uma simples configuração ou até um simples filtro de combustível, sendo assim somente um profissional gabaritado e munido de ferramentas adequadas pode te ajudar, rsrs;

2º – Veículo em baixa velocidade:

  • Pneu desagregado (trata-se de deformação na banda de rodagem do pneu, em função de rompimento da malha de aço). Isso normalmente ocorre por defeito de fabricação, e é muito comum ocorrer em pneus remoldados ou reformados;
    Como resolver? Só outro pneu para salvar, rsrs;
  • Roda gravemente empenada;
    Como resolver? Procure um profissional para desempená-la, ele te dirá se será possível fazer isso, afinal vai depender do estado da roda. Em alguns casos em que a roda já foi desempenada várias vezes, por exemplo, ela acaba sendo dada como perdida;
  • Roda(s) frouxa(s);
    Muito raramente uma roda afrouxa por si só, muito raramente mesmo, mas não custa conferir, pegue sua chave de rodas no porta malas e dê aquele ‘confere’. Se você saiu de uma oficina recentemente é ainda mais importante que faça isso, ok?

    Nós da Rodão Pneus adotamos como regra que o profissional reconfira o aperto das rodas para liberação do veículo, trata-se de um procedimento de segurança adicional, mas nem todas oficinas fazem isso. Então tome cuidado;

    3º – Veículos em aceleração:
  • Tulipa e/ou trizeta com defeito;
    Como resolver? Existe a possibilidade de reparação da tulipa, no entanto poucos profissionais fazem com qualidade esse serviço. Portanto, se o custo da peça não for tão elevado, sugiro a troca mesmo. Já a trizeta, tem que ser substituída mesmo;
  • Mola da trizeta quebrada;
    Como resolver? Fácil e barato: promova a troca, contando com profissional especializado para isso, é claro;
  • Semi eixo com desgaste;
    Como resolver? Trocando.

    4º – Veículo em frenagem:
  • Disco de freio empenado;
    Como resolver? Existe quem faça o famoso “passe no disco”, o que eu, particularmente, não recomendo, afinal trata-se de um item de segurança. Dar um passe no disco vai afiná-lo, e isso pode comprometer a segurança do mesmo. Além disso, nem sempre fica bom e, devido a redução do material, em qualquer caso de choque térmico ele pode destemperar e voltar a empenar, ou seja, você corre risco de gastar dinheiro à toa! Resumindo, sugiro a troca do par de discos de freio;

    Pra dar o diagnóstico preciso usamos um relógio comparador, aplicando-o no disco para verificar sua variação em milímetros no decorrer de sua circunferência. Novamente, é necessária utilização de ferramenta adequada e profissional experiente para certificação do diagnóstico;

    5º – Veículo em alta velocidade (80km/h ou mais):
  • Conjunto roda/pneus desbalanceados;
    Como resolver? Simples, é só levar em uma oficina e fazer o balanceamento das rodas;
  • Roda(s) empenada(s);
    Já falamos desse mais acima;
  • Pneu(s) desagregado(s);
    Como resolver? Somente trocando por outro;
  • Disco de freio gravemente empenado (é raro, mas se o empeno for muito grande, influencia sim na vibração);
    Também já falamos desse item mais acima;

O fato é que vibração no volante não é algo bom, com certeza existe algum problema e isso pode comprometer a sua segurança e o seu bolso dependendo da gravidade. 🚨⠀

Conte sempre com uma oficina especializada e de credibilidade para cuidar do seu carro, assim você gasta pouco e roda com segurança!

Wanderlúcio Miranda
Diretor Executivo – Rodão Pneus
wanderlucio@rodaopneus.com
(27)99520-5392

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